O triste fim de uma piada

O mundo do humor está estarrecido com o fim de uma piada que divertiu gerações.

E agora? O que acontecerá com as próximas gerações de comediantes?

Este post foi escrito há 14 anos. Ele não só não condiz mais com as opiniões atuais do autor, como o autor provavelmente discorda dele e se revira na cama à noite quando lembra do que ele escreveu.
Eu poderia dizer que ele e é mantido aqui por caráter histórico, mas eu não tenho certeza dos motivos que ainda fazem este post estar aqui.

Na noite de ontem, o mundo acompanhou atônito a morte de uma piada. A relação do Corinthians com a Libertadores vinha divertindo gerações há anos e, apesar de já estar perdendo sua força por conta da repetição, ela nunca chegou a perder a graça, todos os anos conseguindo se renovar um pouco, com a ajuda de times colombianos e chorosos torcedores.

Funeral de piada
Boas piadas também morrem.

O desespero é grande no mundo do humor. A construção da arena do Corinthians já vinha sendo motivo de preocupação. Com estádio e Libertadores, as jocosas referências dos outros times vão ter que focar em alguma outra coisa que os corinthianos não tenham, tais como: ficha limpa na justiça, ensino médio, dentes ou pai.

“Acredito que vamos ter que nos reciclar agora. Se o Niemeyer morrer e a Preta Gil emagrecer, vou ter que jogar fora tudo o que eu construí durante toda minha carreira”, declarou um humorista de twitter que preferiu permanecer anônimo.

A adaptação é rápida, entretanto. Após ganhar uma Libertadores, por exemplo, um corintiano não desliga mais seu PlayStation, só retorna de seu indulto.

Apesar das recentes dificuldades que o esporte vêm apresentando ao mundo do humor, a classe não tem medo da escassez de anedotas. “Ainda temos a política”, disse um desconhecido humorista de qualidade questionável, “A política nunca falha em nos revoltar e prover-nos de conteúdo para piadas.”

Haters gonna hate
Use nos comentários toda a sua falta de habilidade em interpretação de texto.